Por Anchietanum
Entre os dias 06 e 12 de abril, o Anchietanum viveu uma semana intensa, marcada por encontros significativos, processos formativos, experiências espirituais e articulações em rede. Em meio aos desafios do nosso tempo, as atividades realizadas revelam um centro vivo, em constante movimento, comprometido com a construção de uma fé encarnada na realidade e atenta aos sinais de esperança que emergem no cotidiano.
A semana teve início com um momento profundamente simbólico na quinta-feira (09), quando a equipe do Anchietanum, junto ao MAGIS, celebrou a Páscoa, centro da experiência cristã, como memória viva de um Deus que faz nova todas as coisas. Na mesma ocasião, celebrou-se também a vida de Giovani, coordenador do Eixo Pedagogia da Formação da Rede Inaciana de Juventudes, em um gesto que uniu fé, gratidão e comunhão fraterna.
Na sexta-feira (10), o Anchietanum marcou presença em dois importantes espaços de articulação. Pela manhã, participou da construção da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, na Casa da Reconciliação, em São Paulo, junto a representantes de diversas denominações cristãs. Em um contexto mundial atravessado por conflitos e divisões, a aposta no diálogo ecumênico se apresenta como sinal profético de unidade e reconciliação.
Ainda no mesmo dia, em parceria com o setor de educação popular do CESEEP, o Anchietanum esteve reunido com a diretoria do RECIFRAN, avançando na elaboração de uma oficina de letramento racial e de gênero. A iniciativa reforça o compromisso com a formação crítica e com a promoção da justiça, reconhecendo a urgência de enfrentar as desigualdades estruturais que atravessam a sociedade.
O sábado (11) foi dedicado, pela manhã, ao encontro da equipe da Escola dos Afetos, em um processo de formação interna voltado ao discernimento de novos caminhos e ao fortalecimento do trabalho em rede. Em um tempo marcado pela pressa e pela fragmentação, investir na formação de quem cuida e educa é condição fundamental para sustentar práticas mais conscientes, integradas e transformadoras.
Na parte da tarde, o Anchietanum promoveu mais uma edição da Tarde de Espiritualidade, reunindo participantes em um espaço de silêncio, escuta e aprofundamento interior. A experiência reafirma a espiritualidade como fonte que sustenta a ação e como lugar onde se reencontra o sentido mais profundo da missão.
Encerrando a semana, no domingo, aconteceu a segunda etapa do percurso formativo do Eneagrama, aprofundando o caminho de autoconhecimento como via de crescimento humano e espiritual. Conhecer a si mesmo, nesse horizonte, não é um fim em si, mas uma abertura ao outro e ao Mistério que habita todas as coisas.
Mais do que uma sequência de atividades, a semana expressa um modo de proceder: um Anchietanum que se move, que escuta, que articula e que se compromete com a vida. Em tempos marcados por tantas realidades de morte, esses processos se configuram como sinais concretos de ressurreição, uma vida que insiste, uma esperança que se organiza e uma fé que se encarna na cidade.
















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